PALAVRA PASTORAL

Queridos internautas,

“Que a graça e a misericórdia do Senhor possam estar reinando no seu coração”.

É com muita satisfação e alegria que tenho a oportunidade de escrever esta coluna. No ensejo, gostaria de compartilhar com todos vocês um assunto que acredito ser de suma importância nestes últimos dias que antecedem a volta de Cristo para buscar a sua igreja, comprada e lavada pelo seu precioso sangue.

“... VEDE OS CAMPOS, POIS JÁ ESTÃO BRANCOS PARA A CEIFA” (João 4.35).

Um dos maiores desafios nos dias atuais é encontrarmos pessoas dispostas a fazer a obra de Deus. Não obstante a futura recompensa espiritual no céu, são poucos os que estão dispostos a se colocar na brecha para serem usados por Deus e se deixarem desgastar em prol da seara do Mestre. O próprio Senhor Jesus sentiu e reconheceu no seu ministério terrestre esse desafio. Ao percorrer todas as cidades e povoados - como era o seu costume - ensinando, pregando e curando as pessoas, ele contemplou uma enorme multidão, aflita, ansiosa, faminta, como ovelhas que não têm pastor. Então disse: “A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da Seara que mande trabalhadores para sua seara” (Mt 9. 37-38; Lc 10.2).

Para quase todas as profissões há uma concorrência muito grande em busca de uma colocação no mercado de trabalho. Todos almejam uma colocação e estão sempre dispostos a se sacrificar para que a empresa cresça e gere lucros. No sentido espiritual, a carência de obreiros é sentida todos os dias. São poucos, a minoria que está disposta a viver uma vida de resignação, mesmo sabedora que o “patrão maior” é o dono do ouro e da prata.

No texto, a utilização da palavra “seara” se entende que o esforço dos trabalhadores dará resultados: “... voltará com júbilo trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126.6). De fato, a existência da seara requer a ação de ceifar.

Os homens que abandonaram a seara sem ceifá-la, podem ser considerados insensatos, pervertidos, ou, pelo menos, negligentes.

A ordem imperativa de Jesus (Mc 16.15) requer ação, e, se não avançarmos no trabalho, alguém poderá nos dizer: “Passou a sega, findou o verão e nós não estamos salvos” (Jr 8.20). A visão que temos sobre o “campo” é que o Pai Celestial tem interesse todo especial pelo êxito da colheita de sua seara.
Os trabalhadores são representados por aqueles que trabalham diariamente para ganhar o seu salário. Não são donos da “seara”; também não possuem autoridade sobre os demais que trabalham. Mas são empregados, servos do proprietário do campo (Lc 19.13).

O dia pode ser longo, quente ou frio, mas, no fim, cada trabalhador recebe sem falta o seu salário que foi prometido pelo “Dono da Seara” (I Co 3.14; Mt 25.22).

Portanto, apesar das lutas e das dificuldades, é tão bom servir ao Senhor e trabalhar na sua seara! Você está disposto?

Luiz Carlos Vitória Silva
Pastor Regional –São Marcos